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quinta-feira, 7 de novembro de 2013

A qualidade do Pinot Noir de Pinto Bandeira e Indicação Geográfica


Uma das coisa boas de se fazer aniversário é reunir os amigos para comemorar a passagem de ano, e um bônus é receber presentes. O vinho que é tema do post de hoje, Pinot Noir Pinto Bandeira 2013, me foi dado pelo meu amigo André Peres Jr., enólogo da Vinícola Aurora.


De coloração rubi com reflexos violáceos.
Aromas de frutas vermelhas em compota, anis, framboesa, açúcar queimado, violeta, pimenta, flor de laranjeira, com o tempo evolui e se torna mais complexo, com aromas de tabaco e chá preto.
Na boca ele é envolvente, com boa estrutura, um certo amargor, mas que não tira pontos, sendo um vinho novo, os taninos não estão totalmente macios ainda, mas não são agressivos, com sabor defumado, retrogosto de ameixa em conserva.


O meu veredicto é muito favorável, a Pinot Noir já tinha demonstrado anteriormente em alguns vinhos potencial para vinhos com mais estrutura, vinhos médios, não apenas para o corte em vinhos base para espumante ou vinhos leves. Destaco também a apresentação do produto, uma garrafa estilo borgonha, muito pesada, com rótulo e contra-rótulo sóbrios e informativos.


Sobre a IP (Indicação de Procedência)


Lei n. 9.279 de 14 de maio de 1996, chamada Lei da Propriedade Intelectual, é a lei que regula as indicações geográficas, Indicação de Procedência e Denominação de Origem, no Brasil. Vou resumir da forma que eu entendo a diferença entre IP e DO, IP é uma região reconhecida por ter um produto ou serviço (no caso, o vinho) de qualidade, e na DO o vinho é de qualidade porque é produzido ali. Normalmente a IP será mais abrangente que a DO.
Pinto Bandeira foi a segunda região brasileira a receber IP para o vinho, a primeira é o Vale dos Vinhedos (que desde o ano passado possui a categoria DO).
Hoje já existe uma terceira, IP Vales da Uva Goethe, no sul de Santa Catarina (bacias do rio Urussanga e rio Tubarão). Uma quarta, IP Altos Montes, nos municípios de Flores da Cunha e Nova Pádua. E a última, registrada esse ano, IP Monte Belo, com áreas nos municípios de Monte Belo, Bento Gonçalves e Santa Tereza. As duas últimas, também na Serra Gaúcha.
Existem várias outras IP, para os mais diversos produtos e serviços, desde café e cachaça, passando por pedras, até rendas e serviços de TI. (Lista de IPs registradas no INPI)
A IP se localiza em Pinto Bandeira, ora distrito de Bento Gonçalves, ora município emancipado e no município de Farroupilha, no nordeste do Rio Grande do Sul, na Serra Gaúcha. Ela é regulada pela ASPROVINHO.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Ora bolhas! Feliz Natal e Feliz 2013

Esse é o último post do ano, e nada mais adequado do que eu falar sobre espumantes, uma bebida muito ligada à comemoração no Brasil, quase um sinônimo de festa.
Escolhi 4 espumantes nacionais (3 bruts e 1 moscatel) para sugerir ao leitores, espumantes em diferentes faixas de preço, mas mesmo assim, que não desequilibram o orçamento. E como sempre, penso que são espumantes que podem ser encontrados em diferentes locais.

Santa Colina Brut, da antiga Cooperativa Aliança (hoje, junto com mais 4 cooperativas, formam a Vinícola Nova Aliança), com uvas Pinot Noir, Chardonnay e Riesling de Santana do Livramento e Encruzilhada do Sul. Graduação alcoólica de 12,5%.
De coloração amarela-esverdeada, com borbulhas médias e persistentes.
Aroma cítrico, levedura, lácteo, maçã verde e mel.
Em boca apresenta média cremosidade e baixa acidez, um gosto tostado, média persistência e retrogosto de frutas cítricas.
Um espumante simples, mas sem defeitos, para começar as comemorações.
Origem: Nacional de Bento Gonçalves
Preço: 10-15 Reais
Nota: 76/100

Aurora Prosecco, produzido pelo Cooperativa Vinícola Aurora, com graduação alcoólica de 13%.
De coloração amarela-esverdeada, com borbulhas finas e bem persistentes.
Aroma de mel, frutas cítricas, frutas de polpa branca.
Em boca apresenta média cremosidade e média acidez, bem equilibrado, média persistência e retrogosto de mel e toranja.
Um espumante médio, para tomar depois do banho, esperando a ceia!
Origem: Grepar da Osvaldo Aranha, Bento Gonçalves.
Preço: 15-20 Reais
Nota: 80/100

.Nero Brut, produzido pela Domno. Com graduação alcoólica de 12%.
De coloração amarela-esverdeada, com borbulhas finas e persistentes.
Aromas de queijo, pão tostado, frutas cítricas, flores de laranjeira e pessegueiro.
Em boca ele é bastante cremoso e apresenta equilíbrio entre a estrutura, a acidez e o amargor, esse amargor, que junto com o retrogosto de doce de laranja, dá ao espumante uma boa persistência.
Um espumante para ser tomado acompanhando a ceia e para passar a virada!
Origem: Apolo do Shopping Bento, Bento Gonçalves
Preço: 20-25 Reais
Nota: 83/100

Salton Moscatel, produzido com uvas da região de Bento Gonçalves pela Vinícola Salton, com graduação alcoólica de 7,5%.
De coloração amarela-dourada, com borbulhas finas, mas pouco persistentes.
Aromas bem frutados e um pouco floral, melão, mamão, guaraná, jasmim e mel.
Em boca apresenta uma média cremosidade,e uma doçura bem casada com a acidez, sendo bem agradável ao paladar.
Um espumante indicado para acompanhar a sobremesa, ou para as pessoas que não gostam de espumante seco.
Origem: Apolo do Shopping Bento, Bento Gonçalves
Origem: 15-20 Reais
Nota: 81/100

P.S.: sei que existem espumantes brasileiros melhores, mas nesse post eu quis mostrar espumantes de boa qualidade abaixo dos 25 Reais.

P.S.2: desejo a todos os leitores um Feliz Natal e um 2013 repleto de coisas boas, que todos possam passar com suas famílias, seus amigos, seus companheiros, desfrutando de um bom vinho, de um bom espumante, não importa a nacionalidade, vinho bom é o vinho que você gosta! Até o ano que vem, beijos e abraços.